
Estavam inscritos nos centros de emprego 523 680 desempregados no final de Novembro. Nesse mesmo mês os centros de emprego conseguiram colocar cerca de 5500 pessoas, ou seja, 1% dos inscritos. As ofertas de emprego têm sido cada vez menos. É por isso que são tão convenientes as questões fracturantes nesta altura do campeonato. Até o PR já foi acusado de provocar instabilidade politica por tão somente ter mostrado reservas diante da nova "fractura", o que constitui um direito seu.
Só que com números daqueles já só se deixa enganar por questiúnculas destas quem quiser.

Fiquei perplexo nas legislativas com alguns resultados eleitorais, como por exemplo o de Setúbal. Esta cidade, orgulhosa dos seus pergaminhos anti-fascistas, é mais do que conhecida pelo elevado desemprego e pela criminalidade. Mesmo assim fez do PS a sua força de eleição. É nestas situações que penso se não seria preferível um regime monárquico. Só o quentinho da tradição pode explicar, dado o contexto, tão absurda intenção de voto naquilo que melhor representa o status quo. O povo português sente-se demasiado frágil para "construir" um país, pelo que a todo o momento clama por paizinhos sabedores a quem possa delegar essa responsabilidade. Não é o PSD, que trata de devolver essa responsabilidade ao povo do qual espera ingenuamente algum empreendedorismo. O PS sempre soube disso muito bem e muito bem disso se serve. Ganhou vantagem deste modo sobre o PSD, dominando uma gente cheia de medo e complexos de inferioridade. As diatribes furiosas dos seus comícios soam como raspanetes numa escola primária, daqueles que calam a criançada toda. É gritaria vã e ameaçadora como se alguma coisa o povo lhes devesse. Não seria mil vezes preferível um monarca imbuido de verdadeiro espirito de serviço à pátria? Alguém ponderado, verdadeiramente digno de respeito e em quem se pode confiar nos bons e nos maus momentos? Porquê, Setúbal, sobrestimar senhores feudais?
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