Há 100 anos derrubou-se em Portugal aquele regime retrógrado e obscurantista que ainda persiste em países do 3º mundo como a Espanha, Reino Unido, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão entre outros. Obrigado República por nos teres dado a tão excelente qualidade de vida que aqueles miseráveis países, coitadinhos, ainda não conheceram.
Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
SOMOS TÃO BONS, NÃO SOMOS?
Há 100 anos derrubou-se em Portugal aquele regime retrógrado e obscurantista que ainda persiste em países do 3º mundo como a Espanha, Reino Unido, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão entre outros. Obrigado República por nos teres dado a tão excelente qualidade de vida que aqueles miseráveis países, coitadinhos, ainda não conheceram.
Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
CULTURA OU INCIVILIDADE?

Por motivos de ordem pessoal tenho de passar frequentemente pela Freguesia da Pena, em Lisboa. Não é hábito passear-me pelos bairros típicos, mas refiro-me à Pena como paradigma destes. Aquilo que é apresentado a turistas como um dos interesses da cidade é antes uma profunda incivilidade que venho conhecendo cada vez melhor desde há alguns anos para cá. Não é a pobreza material já de si expectável neste meio. Mas a falta de vontade de mudar, o abandono e a indiferença. Na Pena, um mórbido equilíbrio estabilizou-se tomando conta de tudo. Podemos ali assistir a um variado leque de degradações: toxicodependência, alcoolismo, velhas receptadoras que alugam quartos para coirões de 200kg se prostituirem. Muitos dos seus habitantes transparecem não pobreza mas sim desleixo completo. As ruas não fogem à regra com troços de alcatrão degradado, escarros, cantos mijados e cagadelas de cão e gato por todo o lado. Não, não me venham com a conversa de que é mesmo assim, de que é típico ou que estou deprimido. Há cerca de quatro anos quando comecei a passar pela Pena pensei que uma boa dose de assistência social resolveria a situação. Os programas elaborados pelas habituais equipas de profissionais das ciências humanas seriam suficientes. Entretanto apercebi-me que de facto estes já andavam por lá, atordoados pela quantidade de casos intratáveis. Outros há que encaram este dia-a-dia como uma forma de cultura à qual se "adaptam" para que a sua acção possa supostamente ser eficaz. Acabam por ir ao encontro da imundície não para a estudar e propôr soluções, mas para estabelecer estratégias inofensivas, amigas da mesma imundície que, pese toda a boa vontade, não resolvem nada e são apenas entretenimento psicologizante de circunstância. De que serve incutir auto-estima batendo palminhas a estes modos de vida? Será doloroso admitir que tais meios precisam de um chapadão civilizador, com mais acção e menos psicologia? Mal menor será pegar num conjunto de inutilidades e fazê-los aprender de forma compulsiva regras básicas de cidadania com trabalho comunitário em obras de recuperação dos bairros. Sei que parece stalinista mas, descontando as barbaridades, até Stalin se pode compreender no meio de uma Rússia desfeita em cacos entregue a bebedores de vodka, autêntico ou ideológico. A realidade não pára por causa de alucinogéneos, sejam estes químicos ou provenientes das "humanidades". É que tudo isto seria menos grave não estivéssemos a falar do centro de uma capital europeia, pejado deste deixa-andar analfabeto e muito orgulhoso de si próprio.
Sábado, 25 de Setembro de 2010
BRINCADEIRAS DE MENINOS
Começam as sondagens para as presidenciais. Como seria de esperar, é atribuida a vitória a Cavaco Silva logo na primeira volta. Mas como perceber que ainda exista uma enorme percentagem de votantes em Alegre na capital e no Sul do país? Num momento de perigosa crise económica, com o FMI prestes a entrar em cena, como se compreende que 39% dos lisboetas queiram, para Presidente da República, um poeta que nada mais faz do que debitar uns porreirismos esquerdizantes lá longe a partir da Andrómeda, sempre ao arrepio da realidade material nua e crua de uma economia de rastos? Pode-se invocar o voto habitual nos partidos de esquerda por estas regiões, mesmo quando em causa estão mais candidatos do que partidos. Mas curioso é o modo como Alegre acaba por beneficiar do lado mais acéfalo da tradição. Vota-se PS ou BE - logo obedientemente em Alegre, segundo estas inteligências - em Lisboa e no Sul, do mesmo modo que posso ser do Benfica porque me apetece ou do Belenenses porque a minha família assim o é. Ao pé de tradições analfabetas desta perigosidade a tourada é apenas uma brincadeira de meninos.
SIC 18 an(inh)os

O Jornal da Noite da SIC tem mostrado por ocasião do 18º aniversário da estação, algumas opiniões de personalidades dos mais diversos sectores sobre aquela e o seu já não curto historial de programas. Devo confessar que desde adolescente deixei de apreciar televisão na sua generalidade, isto após ter sido acometido por uma "overdose" televisiva cerca dos meus 12 ou 13 anos. Pela SIC passaram esporadicamente alguns programas de qualidade embora seja cauteloso antes de lhe chamar televisão de luxo. Atrevo-me por outro lado a dizer uma vulgaridade: sempre a estação da Outorela teve a pretensão de ser a CHIC no panorama televisivo português. Distingue-se pela postura e imagem altamente corporate dos seus pivots, amiúde transpirando aquele ar simultaneamente arrogante e papa-açorda muito típico do eixo Lisboa-Cascais. Isso não a impediu de pelo menos duas vezes se colocar desavergonhadamente do lado dos governos socialistas, como aconteceu no periodo Guterres durante longo tempo (com Emídio Rangel) e posteriormente algures a meio do socratismo por razão desconhecida. Da mesma forma, o CHIC conviveu com o brega durante todos estes 18 anos. Programas documentais, jornalismo supostamente de luxo e galas que por uma interminável sucessão de anos trazem as "elites" de A a Z premiando-se entre si com globos de ouro misturam-se com programas do mais desinteligente humor e frívolo entretenimento, este último frequentemente encabeçado por apresentadores/animadores oriundos da pior boçalidade nacional. As produções nacionais - séries e telenovelas - não conseguem captar a mesma atenção que as da sua congénere TVI. Porquê? Talvez porque a SIC prefere omitir a sua condição de TV comercial e adoptar uma atitude tríplice de chic-intelectual-popularucho pensando ser essa a melhor forma de atraír a preferência de gregos e troianos. Acontece que todos se apercebem dessa inconsistência o que acaba por beneficiar a TVI, não por uma questão de qualidade mas pela franqueza com que admite ser uma estação comercial bem portuguesa sem engasgos corporate entre um Goucha e uma Fátima Lopes.
Os meus chochos parabéns à SIC.
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Palhaçadas que saem caro

Passou na SIC uma reportagem sobre o carnaval lisboeta. Embora o assunto não me interesse nada, pareceu-me dentre todos os carnavais o mais pobre. Resumiu-se a mais uma palhaçada da autoria da caçadora de fundos públicos Teresa Ricou. Os personagens? Inspirados nas caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro. Sátiras feitas ao Rei, a burgueses que fazem tudo para subir na vida (os mesmos que pagam o Chapitô), etc. A rematar a peça, a mentora do desfile sai-se com a originalissima frase: "o Povo há-de subir". Definitivamente, tudo pessoas, ideias e coisas novas!
Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Cuidado! Não se descaia.

Prezado anónimo:
No dia 20, na Alameda D. Afonso Henriques, vai realizar-se mais uma reunião de família com vista a apoiar o papá, nesta hora difícil em que tem sido alvo de tão suja campanha. Estarão presentes todos os filhos, tios e primos para uma encenação de força com muito dramatismo, muito grito e assobio. Não se esqueça agora de ter medo e vergar-se uma vez mais! Por favor, contribua com a sua parte.
Obrigado!
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